quinta-feira, 25 de novembro de 2010

    @                                             HISTORIAS DE ADOLESCENTES 





Era uma vez uma garota de 13 anos,
cheia de medos, insegura, timida,
filha de pais separados em conflito.
Depois de um tempinho em terapia ...


Sonia, sabe o que eu acho dos chiliques de minha mãe?
- Que tipo de chiliques tem sua mãe?
Fica gritando, dizendo que eu não a amo, que prefiro a atual
mulher de meu pai, só porque não conto a ela o que se passa
na casa de meu pai, quando ela me pergunta, eu respondo que ela
não precisa saber, que eu sei me cuidar e me defender
se preciso for, mas ... como ela gosta de fazer dramas, é isso que chamo
de chilique, mas sabe o que eu acho desses chiliques? Ela quer chamar a atenção!
- E o que você sente ao constatar isto?

Sinto raiva e me fecho em meu quarto, deixando-a gritando sózinha.
- Você gostaria de morar com seu pai?
Não eu também não gosto do comportamento de meu pai,
ele mente pra caramba, não é capaz de assumir nada.
- Cite um exemplo disso.

Ele se propõe a sair só comigo e vamos passear no shopping e
do nada surge a fulana que esta com ele agora, como coincidência,
mas sei que é pura mentira, ele já sabia que ela estaria lá.
- Você não acharia interessante desencanar dos problemas
de seus pais pra viver sua vida que é tão linda? Nas suas paqueras
nas suas notas de escola, seus esportes, suas amigas, o que achas?
Você tem razão, estou agora jogando volei super legal, perdi a insegurança
no ataque, faço arremesso de bola bem legal, sem preocupar-me se estão me olhando.
Daqui um tempinho, estarei mais velha e vou morar sózinha, quero me livrar deles o mais rápido
que eu puder.

- É muito bom ficar independente, contudo aprenda
a gostar de seus pais, do jeito que são, pois desta forma
sairá pela porta da frente, pois se sair pela porta do fundo
nunca se libertará desse conflito. Nas próximas sessões vamos
aprofundar isto, ok?

Ok, mas percebo que não tenho nenhuma afinidade com eles.
Obs: Este é o conflito de crianças e jovens, cujos pais se
separam e usam os filhos para suas loucuras.
Como lidar com pré-adolescentes na escola



Se na família existe esse problema, em aceitar as ordens, na escola acontece o mesmo, pois para essa “criança” está sendo difícil conduzir suas próprias idéias. Na escola ela também passa por cobranças e muitas mudanças, pois os professores agora já não são os mesmos.  Ela vai ter diversos conflitos com professores que nem sempre percebem que essa  fase  da rebeldia, dos questionamentos fazem parte da puberdade, do crescimento e do amadurecimento.
Dentro de tantas mudanças que passam esses alunos, existe um grande compromisso do professor e da escola, em estarem auxiliando no equilíbrio desta etapa. Junto com as transformações, vem também um turbilhão de informações na segunda fase do ensino fundamental, com uma quantidade exagerada de matérias, compromissos, cobranças.  Com tudo  isso, a responsabilidade aumenta a cada dia, coincidindo com as alterações físicas e hormonais, trazendo uma série de desconfortos, com os quais podem ocorrer a dispersão natural da idade, ou a depressão, entre outros problemas. É importante que a escola saiba entender e acolher esse aluno, fazendo com que ele sinta-se seguro.  Mais importante que isso é a família e a escola estarem unidas em parceria, preparadas para orientar, abraçar essa “criança” que, com certeza sendo bem aceita e conduzida, terá condições de ser um adolescente com maturidade suficiente em moldar a sua vida com sabedoria para um futuro feliz.
     
 Pré  Adolescência entenda essa fase



Onde está aquela criança que brincava com bonecas, colocava os sapatos da mamãe, que gostava de ouvir histórias e de ficar em casa? Hoje aquela menininha ingênua e tímida, está se tornando uma mocinha, uma pré-adolescente, e esta fase é tão complicado para ela quanto para a família, para a escola e para todos que convivem com essa transformação natural, que acontece entre a faixa etária que vai desde o décimo ano de vida, onde ocorrem intensas mudanças físicas e psicológicas.
A pré-adolescência é marcada principalmente pelo início da puberdade, ou seja, mudanças no corpo que vai se transformando com o amadurecimento dos órgãos sexuais, os pelos pubianos e nas axilas, e o início da menstruação que geralmente acontece entre o 10º e 12º ano de vida. Os seios se desenvolvem e com essa mudança acarreta uma série de fatores psicológicos onde a criança passa a dar mais importância as amizades, se agrupam com amigos que possuem algo em comum e passa a ser mais reflexiva e questionadora quanto aos modelos adquiridos pelos pais.
Nessa fase, fica difícil para o adolescente entender porque não pode fazer certas coisas, pois ela acredita que é capaz de tomar suas próprias decisões. Aí vem os conflitos familiares, pois existe resistência em receber ordens e a acatar as regras. A adolescente se acha capacitada de interagir diante dos fatos. Não aceita que os pais a levem para a escola, já querem sair sozinhos, procuram se socializar e conduzir suas próprias idéias, pois acreditam serem arcaicas as regras recebidas da família.
Para entendermos e sabermos lidar com as transformações da criança em pré-adolescente é necessário que se conheça o que acontece com ela nesse momento, como é transcorrida essa mudança.
Hoje é muito mais complicado educar e conviver com uma pré-adolescente, devido ao número de informações e acessos intermináveis à internet, a mídia em geral, onde eles adquirem mais informações do que os próprios pais.
A função da família hoje é administrar, orientando com sabedoria, e deixar bem claro que somos responsáveis por nossos atos, e que tudo tem seu tempo e idade certa.

Adolescência e Gravidez

  A adolescência caracteriza-se por ser um período de descoberta do mundo, dos grupos de amigos, de uma vida social mais ampla. Assim, a gravidez pode vir a interromper, na adolescente, esse processo de desenvolvimento próprio da idade, fazendo-a assumir responsabilidades e papéis de adulta antes da hora, já que dentro em pouco se verá obrigada a dedicar-se aos cuidados maternos.
      O prejuízo é duplo: nem adolescente plena, nem adulta inteiramente capaz. A adolescência é também uma fase em que a personalidade da jovem está se formando e, por isso mesmo, é naturalmente instável. Hoje, os meninos e meninas entram na adolescência cada vez mais cedo. O início da ejaculação e da menstruação indicam que eles estão começando a sua vida fértil, isto é, que chegaram àquela fase da vida em que são capazes de procriar.
- Repercussões da gravidez na adolescência:
Ao engravidar, a jovem tem de enfrentar, paralelamente, tanto os processos de transformação da adolescência como os da gestação. Isto, nesta fase, representa uma sobrecarga de esforços físicos e psicológicos tão grande que para ser bem suportada necessitaria apoiar-se num claro desejo de tornar-se mãe. Porém, geralmente não é o que acontece: as jovens se assustam e angustiam-se ao constatar que lhes aconteceu algo imprevisto e indesejado. Só este fato torna necessário que seja alvo de cuidados materiais e médicos apropriados, de solidariedade humana e amparo afetivo especiais. A questão é que, na maioria dos casos, essas condições também não existem. Muitas vezes, a dificuldade de contar o fato para a família ou até mesmo constatar a gravidez faz com que as adolescentes iniciem tardiamente o pré-natal? O que possibilita a ocorrência de complicações e aumento do risco de terem bebês prematuros e de baixo peso. Além disso, não é raro acontecer, em seqüência, uma segunda gravidez indesejada na jovem mãe. Daí a importância adicional do pré-natal como fonte segura de orientação.



 Viver ao mesmo tempo a própria adolescência, cuidar da gestação e, mais tarde, do bebê, não é tarefa fácil. E a vida torna-se ainda mais difícil para a adolescente grávida que estuda e trabalha. Igualmente, essa situação não difere com relação ao jovem adolescente que se torna pai: ele se vê envolvido na dupla tarefa de lidar com as transformações próprias da adolescência e as da paternidade, que requerem trabalho, estudo, educação do filho e cuidados com a esposa ou companheira.
                      
- Orientação sexual e afetiva:
    Os programas de educação sexual transmitidos pelas escolas vêm cumprindo papel fundamental, já que permitem o diálogo e a circulação de informações sobre a sexualidade. Os meios de comunicação e as campanhas publicitárias também têm abordado com freqüência esse assunto, particularmente visando a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis e AIDS.
    É função dos serviços de saúde implantar programas especiais à disposição dos jovens, para informá-los e cuidar deles, se necessário.
   Os adolescentes não precisam sentir vergonha. Além de ser um direito, os profissionais de saúde têm prazer em recebê-los e, através dos serviços oferecidos, possibilitar-lhes informação a respeito dos vários métodos anticoncepcionais existentes. É bom lembrar que, desde a primeira relação, será necessário se proteger. Quem transa sem os cuidados devidos, pode engravidar.